O Boston Celtics chega a Memphis esta noite em uma sequência de três vitórias, recém-saído de uma vitória por 119-94 sobre o Detroit Pistons. Eles venceram seis dos últimos sete jogos, com o único tropeço sendo uma derrota por 115-109 para o Cleveland Cavaliers em 5 de março. Jayson Tatum marcou 38 pontos contra os Pistons, parecendo que tinha acabado de acordar e decidido ser ótimo. A equipe está bem posicionada com 46-23, em segundo lugar no Leste, confortáveis 3,5 jogos à frente do terceiro colocado Milwaukee Bucks. Tudo parece promissor.
Mas aqui está a questão: às vezes, esses jogos-armadilha são os que te mordem. O Memphis Grizzlies, cambaleando com 24-44, é uma sombra da equipe que desafiou o Golden State Warriors nos playoffs de 2022. Eles estão sem Ja Morant, que está fora da temporada após cirurgia no ombro. Desmond Bane tem sido afastado por longos períodos. Marcus Smart, o cara que costumava sangrar verde, agora veste azul e está mancando com uma lesão no dedo. Eles acabaram de ser massacrados pelo Charlotte Hornets, 110-98, na segunda-feira. No papel, este é um passeio para Boston.
E é exatamente por isso que é perigoso.
**O Recorde Fora de Casa de Boston: Nem Sempre Impecável**
Olha, os Celtics têm sido fenomenais no TD Garden, ostentando um recorde de 27-7 em casa. Mas fora de casa, eles têm sido um pouco mais… humanos. O recorde de 19-16 fora de casa não é ruim de forma alguma, mas não é a marca dominante de uma equipe verdadeiramente de elite. Eles perderam jogos no início da temporada para o Oklahoma City Thunder (127-123 em 2 de janeiro) e o Golden State Warriors (132-126 na prorrogação em 19 de dezembro) – duas equipes de qualidade, claro, mas jogos em que Boston não teve aquela garra de guerreiro da estrada. Depois, há aquela embaraçosa derrota por 105-99 para o Denver Nuggets em 7 de março, onde Nikola Jokic fez um triplo-duplo e os Celtics não conseguiram acertar uma cesta nos momentos decisivos.
Falando sério: os Celtics às vezes jogam abaixo do nível de seus adversários, especialmente fora de casa. Eles ficam um pouco desleixados com a bola – 12,3 turnovers por jogo, o que está na média da liga. Esta noite, contra uma equipe dos Grizzlies que não tem nada a perder, esses passes preguiçosos ou rotações perdidas podem levar a cestas fáceis e uma briga inesperada. Você não quer dar a uma equipe em dificuldades qualquer motivo para acreditar que pode se manter no jogo. Memphis ainda tem alguns atletas, mesmo com todas as lesões. Jogadores como Jaren Jackson Jr., que marcou 30 pontos contra os Hornets, ainda podem esquentar.
**O Fator Orgulho de Memphis**
Claro, os Grizzlies estão fora da disputa pelos playoffs, em 11º lugar no Oeste, a milhas de distância do torneio Play-In. Mas há um certo orgulho que vem com jogar contra uma equipe como os Celtics. Ninguém quer ser humilhado em sua própria quadra. Eles estarão procurando fazer uma declaração, mesmo que seja apenas para atrapalhar a sequência de vitórias de Boston. Pense no ano passado, quando os Grizzlies, uma equipe de ponta, vieram a Boston e os venceram por 103-100 em 12 de fevereiro de 2023. Equipes diferentes, circunstâncias diferentes, mas a ideia se mantém. Marcus Smart, se jogar, estará ainda mais motivado contra sua antiga equipe, procurando provar que ainda tem o que é preciso. Mesmo que esteja manco, seu fogo competitivo é contagiante.
Minha aposta? Os Celtics se distraem pensando no grande confronto contra o Milwaukee Bucks na quarta-feira. Eles entram apáticos esta noite, cometem muitos turnovers, e os Grizzlies, impulsionados por uma atuação surpreendentemente forte no segundo tempo de Jaren Jackson Jr. e algumas contribuições importantes do banco, conseguem uma surpresa. Memphis vence Boston por 108-105, quebrando a sequência de vitórias dos Celtics e dando a Joe Mazzulla muito o que reclamar na sessão de vídeo.