Sabe aquelas noites em que, a cada canal que você muda, algo incrível está acontecendo? O sábado na NBA foi assim. De costa a costa, tivemos cestas no estouro do cronômetro, noites de marcos históricos e algumas jogadas que simplesmente nos fizeram balançar a cabeça e rir. Foi uma boa noite para ser fã de basquete, simples assim.
Não é surpresa que Damian Lillard tenha roubado as manchetes. O cara simplesmente nasceu para os heroísmos no final do jogo. Com os Blazers perdendo por 119-118 para os Pistons e apenas 3,7 segundos restantes, Lillard pegou o passe, driblou por toda a quadra e arremessou de 9 metros. Swish. Fim de jogo. Aquela não foi uma cesta qualquer; foi a sua 14ª cesta da vitória no estouro do cronômetro na carreira, estendendo seu próprio recorde na NBA. Ele terminou com 41 pontos, seu quinto jogo de 40 pontos na temporada. Portland precisou de cada um deles para conseguir a vitória por 121-119. Vê-lo operar naqueles segundos finais é como assistir a um cirurgião. Ele simplesmente domina o momento.
Em Utah, o Jazz deu uma aula contra os Grizzlies, vencendo por 126-110. Lauri Markkanen continuou sua campanha de All-Star com 33 pontos e 9 rebotes, acertando 12 de 18 arremessos de quadra. Mas a verdadeira história para Memphis foi Ja Morant atingindo um marco pessoal. Morant marcou 27 pontos e distribuiu 10 assistências, ultrapassando a marca de 5.000 pontos na carreira. Ele é o jogador mais rápido na história da franquia dos Grizzlies a atingir essa marca, fazendo isso em apenas 274 jogos. Essa é uma conquista séria para um jogador em sua quarta temporada, especialmente considerando o estilo de jogo aéreo e muitas vezes imprudente que ele adota. Mas aqui está minha opinião polêmica: apesar de todo o brilho individual, o estilo de Morant, embora eletrizante, pode, em última análise, limitar o teto dos Grizzlies. Eles vencem com garra, nem sempre com lances espetaculares.
E então houve o caos em Dallas. Os Mavericks, sem Luka Doncic, quase desperdiçaram uma grande vantagem contra os Pacers, mas seguraram a vitória por 122-114. Kyrie Irving teve uma atuação clássica, marcando 36 pontos e 6 assistências. Mas o que realmente chamou a atenção foi no terceiro quarto, quando Myles Turner, após uma grande enterrada, recebeu uma falta técnica por se pendurar no aro. Isso é simplesmente bobo no jogo de hoje. Mais tarde, o armador de Dallas, Jaden Hardy, um novato, marcou casualmente 20 pontos vindo do banco, incluindo uma ridícula cesta de três pontos com step-back sobre Tyrese Haliburton. O garoto parecia completamente imperturbável.
Mas o final mais selvagem da noite pode ter vindo de Sacramento. Os Kings, que de repente estão bons e divertidos, venceram os Clippers por 123-119 na prorrogação. De'Aaron Fox, que está fazendo uma forte campanha para uma indicação ao All-NBA, acertou um arremesso decisivo com 1,4 segundos restantes no tempo regulamentar para levar o jogo para a prorrogação. Ele terminou a noite com 32 pontos e 10 assistências. Domantas Sabonis adicionou 24 pontos e 15 rebotes, seu 20º duplo-duplo nos últimos 25 jogos. Essa equipe dos Kings, com seu ritmo rápido e jogo altruísta, será um verdadeiro problema nos playoffs. Eles não são mais apenas uma história emocionante.
Olha, o sábado foi um lembrete perfeito do porquê assistimos a esta liga. Toda noite, algo inesperado acontece. Nunca é chato. Minha previsão ousada para o resto da temporada? O Sacramento Kings chega às Finais da Conferência Oeste. Eles são bons assim.