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A Ascensão Improvável dos Lakers: Como Darvin Ham Salvou uma Temporada à Beira do Abismo

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📅 22 de março de 2026⏱️ 4 min de leitura
Publicado em 22-03-2026 · Quais foram as chaves para a sequência de 9 vitórias dos Lakers?

Lembra-se do final de dezembro? Os Lakers estavam uma bagunça. Haviam perdido quatro jogos seguidos depois do Natal, com um recorde de 17-17, parecendo exatamente o elenco desorganizado que todos temiam. LeBron James acumulava estatísticas vazias, Anthony Davis estava lesionado, e Darvin Ham estava sob pressão. Então, algo mudou. Desde 4 de janeiro, eles conquistaram nove vitórias em 10 jogos, incluindo uma sequência de nove vitórias que terminou na terça-feira à noite contra os Clippers.

Então, o que mudou? Começa com a defesa. Durante essa sequência de nove jogos, os Lakers limitaram os adversários a apenas 104,9 pontos por 100 posses de bola, uma das cinco melhores marcas da liga. Antes dessa fase, eles cediam 113,1, o que os colocava em 17º lugar. Eles finalmente estão se comprometendo nesse aspecto. Davis tem sido um monstro no garrafão, com médias de 3,2 tocos e 13,8 rebotes apenas nos seus últimos cinco jogos. Mas não é só o AD. Jogadores como Jarred Vanderbilt, que jogou 37 minutos (recorde da temporada) contra os Raptors em 9 de janeiro, estão trazendo energia e fazendo defesas cruciais.

A questão é a seguinte: Ham finalmente definiu uma rotação. Ele apostou em formações mais altas, especialmente com Vanderbilt e Cam Reddish recebendo minutos significativos. D'Angelo Russell, apesar de suas inconsistências, encontrou um ritmo, marcando 27 pontos contra os Blazers em 21 de janeiro e distribuindo 10 assistências contra os Mavericks em 17 de janeiro. Austin Reaves, após um início lento, parece mais com o jogador da campanha dos playoffs do ano passado. Ele marcou 20 pontos e 8 assistências contra os Blazers, provando que ainda pode ser aquele armador secundário.

E não se trata apenas do quinteto inicial. O banco, que era uma porta giratória de decepções no início, se solidificou. Taurean Prince tem sido uma mão firme, acertando 42% de seus arremessos de três pontos durante a sequência. Christian Wood, apesar de suas falhas defensivas, lhes deu a pontuação e os rebotes internos tão necessários, pegando 10 rebotes na vitória de 27 de janeiro sobre os Warriors. Essa consistência nos papéis, mesmo que signifique que alguns jogadores estejam jogando menos do que gostariam, tem sido crucial.

A maior mudança, no entanto, tem sido LeBron. Ele ainda está produzindo números – 25,4 pontos, 7,6 assistências, 7,8 rebotes neste mês – mas está escolhendo melhor seus momentos. Ele está deixando o ataque fluir, confiando mais em Russell e Reaves com a bola, e guardando suas explosões para momentos críticos. Sua cesta da vitória contra os Timberwolves em 19 de janeiro pareceu diferente. Não foi apenas um destaque; pareceu uma declaração de que ele ainda tem o que é preciso, mas também que está disposto a fazer parte de um sistema. Veja bem, os Lakers não se tornaram super-times da noite para o dia. Eles se beneficiaram de uma tabela um tanto fácil durante essa sequência de nove jogos, com vitórias contra os Pistons, Raptors e Jazz. A vitória sobre os Clippers na terça-feira foi um esforço aguerrido, de virada, contra um time sem Kawhi Leonard.

Mas não desconsidere o aspecto mental. Vencer gera confiança, e esta equipe precisava desesperadamente disso. Ham, apesar de todas as críticas, manteve sua visão. Ele merece crédito por não entrar em pânico e permitir que seus jogadores encontrassem seu ritmo. Estou dizendo, essa sequência é mais do que apenas um acaso. Esta equipe dos Lakers, com AD jogando em nível de MVP e LeBron distribuindo como um maestro, é agora uma ameaça legítima na Conferência Oeste. Eles não estão apenas se arrastando para o play-in; eles estão mirando uma vaga entre os seis primeiros.

Minha previsão ousada: Os Lakers terminam entre os quatro primeiros do Oeste e chegam às Finais de Conferência.