Paul George esteve diante da mídia esta semana, uma postura familiar para um jogador que está sob os holofotes há mais de uma década. Ele estava arrependido, falando sobre "assumir" suas ações e decepcionar seus companheiros de equipe. O ala dos Clippers perdeu a derrota de segunda-feira por 133-116 para os Cavaliers, cumprindo uma suspensão de um jogo por receber sua 16ª falta técnica da temporada. Isso é um monte de faltas técnicas para um jogador que deveria ser um líder em um time que disputa o campeonato.
A questão é a seguinte: um pedido de desculpas é bom, mas não ganha jogos. Certamente não ajudou contra Cleveland, onde os Clippers acertaram apenas 42,9% dos arremessos de quadra sem os habituais 22,8 pontos por jogo de George. A equipe está atualmente agarrada à quarta posição na Conferência Oeste, com 42-24. Eles estão 7-3 nos últimos 10 jogos, mas essas derrotas doem, especialmente quando vêm de feridas autoinfligidas.
A falta técnica de George contra os Timberwolves no último domingo — um chute frustrado da bola para as arquibancadas após uma marcação de falta — foi apenas a mais recente em uma temporada cheia delas. Ele está com uma média de 0,25 faltas técnicas por jogo este ano, um recorde na carreira. Para contextualizar, em sua primeira temporada com os Clippers em 2019-20, ele teve apenas sete faltas técnicas em 48 jogos. O que mudou? Os Clippers têm aspirações de campeonato, claro, mas também têm um histórico de baixo desempenho nos playoffs desde que George e Kawhi Leonard chegaram em 2019. Talvez essa pressão esteja transbordando.
Olha, George ainda é um talento fenomenal. Ele está arremessando 47,1% do campo e 40,3% da linha de três pontos nesta temporada, ambas excelentes marcas. Ele também registra 5,3 rebotes e 3,7 assistências por jogo. Quando ele está focado, é uma força de dois lados. Mas essas falhas mentais, as constantes reclamações aos árbitros, não estão apenas custando dinheiro (cada falta técnica é uma multa de US$ 2.000, mais uma multa de US$ 5.000 para a 16ª e subsequentes). Está custando o ímpeto da equipe e, às vezes, custa jogos. Lembra da bolha de 2020, quando George teve muitas dificuldades contra Denver? Ou no ano passado, quando Leonard estava fora e George não conseguiu levá-los além de Phoenix? Este não é um problema novo.
George disse que quer "estar lá para seus companheiros de equipe". Bom. Isso é o mínimo para um jogador com contrato máximo ganhando US$ 45,6 milhões nesta temporada. Mas "estar lá" significa mais do que apenas aparecer. Significa não se colocar em uma posição para ser suspenso. Significa canalizar essa frustração para um jogo melhor, não para discussões com os árbitros. James Harden, Russell Westbrook, Kawhi Leonard – esses caras precisam de George em sua melhor forma, não sentado no banco porque ele não conseguiu manter a calma. Os Clippers jogaram apenas 27 jogos nesta temporada com seu quinteto titular completo de George, Leonard, Harden, Westbrook e Ivica Zubac. A disponibilidade é a melhor habilidade, e George nem sempre está entregando nesse quesito.
A questão é que os Clippers são um candidato legítimo quando saudáveis e focados. Eles têm o poder de fogo para vencer qualquer um. Mas também têm o hábito de tropeçar nos próprios pés. A suspensão de George, por mais breve que seja, é mais um exemplo disso. Ele diz que está pronto para "seguir em frente". Veremos. O verdadeiro teste não são suas palavras, são suas ações em quadra, especialmente com a aproximação dos playoffs.
George estará de volta à escalação para o jogo de quarta-feira contra os Blazers. É um jogo que pode ser vencido contra um time de Portland com 19-46. Mas a tabela fica mais difícil, com confrontos contra os 76ers (48-18) e os Magic (44-22) se aproximando. Minha previsão? A menos que George consiga realmente controlar os surtos emocionais e se concentrar apenas no basquete, os Clippers mais uma vez ficarão aquém nos playoffs. Eles são talentosos demais para uma saída precoce, mas não focados o suficiente para vencer tudo.