Olha, o San Antonio Spurs acaba de conquistar sua quarta vitória consecutiva, uma aula de 108-98 contra os Pelicans na segunda-feira. Isso eleva seu recorde para 52-18. Cinquenta e duas vitórias. E eles ainda estão voando sob o radar, confortavelmente em segundo lugar no Oeste, apenas alguns jogos atrás dos Warriors. É quase criminoso a falta de atenção que R.C. Buford e Gregg Popovich recebem por consistentemente construir contendores.
Agora eles estão indo para Indiana para enfrentar os Pacers, um time que está cambaleando com 15-55. Este não é exatamente o tipo de confronto que incendeia a liga, mas para os fãs dos Spurs, é mais uma chance de ver uma máquina bem azeitada em operação. Os Pacers vêm de uma derrota por 122-103 para os Celtics, sua terceira derrota consecutiva. Myles Turner teve uma atuação decente com 18 pontos, mas não foi o suficiente para parar Boston.
**O Dilema de Kawhi (Ou a Falta Dele)**
Lembra de toda a preocupação quando Tim Duncan se aposentou? Como os Spurs iriam substituir uma lenda? Acontece que você apenas libera Kawhi Leonard. Ele marcou 29 pontos e 10 rebotes contra New Orleans, seu 15º jogo nesta temporada com pelo menos 25 pontos e 5 rebotes. O cara é um assassino silencioso, um legítimo candidato a MVP, e ainda assim de alguma forma subestimado pela mídia nacional. Ele está arremessando 50,1% do campo e 38,5% da linha de três pontos este ano. Esses não são apenas bons números; esses são números de superestrela de elite, de dois lados da quadra.
A questão é que não é só Kawhi. LaMarcus Aldridge encontrou seu ritmo, com média de 17,5 pontos e 7,3 rebotes. Tony Parker, aos 34 anos, ainda distribui 4,5 assistências por noite. E nem me fale do banco. Patty Mills, Manu Ginobili, David Lee – todos contribuem. Mills está acertando 41,5% de três pontos nesta temporada. Esse tipo de profundidade é o que separa bons times de grandes times, e é por isso que os Spurs não perderam o ritmo.
Este jogo contra Indiana parece uma conclusão precipitada. Os Pacers perderam sete dos últimos dez e simplesmente não conseguem engrenar consistentemente. Seu principal pontuador, Paul George, tem média de 23,6 pontos, mas ele precisa de ajuda que simplesmente não existe. Eles estão cedendo 109,1 pontos por jogo, uma das piores marcas da liga. Essa é uma receita para o desastre contra um time dos Spurs que se orgulha da eficiência e da defesa, mantendo os adversários em uma média de 98,1 pontos por jogo, a melhor da liga.
**O Molho Secreto de Pop: Além das Estrelas**
Aqui está a verdadeira opinião polêmica: Popovich está fazendo seu melhor trabalho como técnico em uma década, ainda mais impressionante do que alguns daqueles anos de campeonato. Por quê? Porque a liga nunca esteve tão cheia de talentos no topo. Golden State, Cleveland, Houston – todos eles têm vários MVPs ou All-Stars perenes. Os Spurs têm um, talvez dois, dependendo de como você avalia Aldridge. No entanto, eles consistentemente encontram maneiras de vencer, de se adaptar, de integrar novas peças. Eles venceram os Warriors por 107-85 na noite de abertura e novamente por 118-115 na prorrogação em fevereiro. Aqueles não foram acasos.
San Antonio não é chamativo. Eles não dominam o SportsCenter. Mas eles vencem. Eles defendem. Eles executam. E eles continuarão fazendo isso contra os Pacers.
Previsão ousada: Kawhi Leonard fará mais de 30 pontos e os Spurs vencerão por pelo menos 15, estendendo sua sequência para cinco jogos e lembrando a todos por que eles ainda são a maior dinastia do século XXI.