Dennis Rodman, já um Hall of Famer do basquete, está supostamente a caminho do WWE Hall of Fame. Fontes dizem a Shams Charania que "The Worm" receberá o devido reconhecimento por sua passagem selvagem, breve, mas impactante na WCW. Honestamente, já era hora. Para um cara que lutou apenas um punhado de combates, Rodman deixou uma marca que ainda ressoa quase 30 anos depois. Você não é tão falado a menos que tenha feito algo memorável.
Pense nisso: a NBA ainda estava se recuperando da primeira aposentadoria de Michael Jordan em 1993, então Rodman foi trocado para os Bulls em 1995. Ele se juntou a um time que venceu 72 jogos em 1995-96, liderando a liga em rebotes com 14,9 rebotes por jogo. Aquele time de Chicago era puro sucesso de bilheteria. E Rodman, com suas cores de cabelo em constante mudança e desrespeito à autoridade, era uma grande parte do espetáculo. Ele era o anti-herói definitivo, absorvendo a atenção como uma esponja.
Então, quando ele apareceu na World Championship Wrestling em 1997, fez todo o sentido. A WCW estava lutando contra a então WWF nas Monday Night Wars, e eles precisavam de qualquer coisa para ganhar uma vantagem. Hulk Hogan, então o líder da vilanesca New World Order (nWo), trouxe Rodman como seu parceiro. Seu primeiro grande impacto foi no Bash at the Beach em 13 de julho de 1997, onde Rodman se juntou a Hogan contra Lex Luger e The Giant. Rodman realmente conseguiu algumas ofensivas decentes, mesmo que parecesse um pouco perdido às vezes. Ele não era um "worker", não no sentido tradicional, mas entendia de entretenimento.
Aqui está a questão: Rodman trouxe atenção legítima do mainstream para a luta profissional. Ele não era apenas uma participação especial de celebridade; ele era um jogador ativo da NBA, faltando a treinos com os Bulls para aparecer no WCW Nitro. Lembre-se, ele faltou a um treino dos Bulls em janeiro de 1998, voando para Detroit para aparecer em um evento da WCW. Esse tipo de crossover era sem precedentes. Isso enlouqueceu Phil Jackson, mas colocou mais olhos na WCW. Rodman no meio de uma corrida de campeonato com os Bulls, saindo para interpretar um vilão da luta livre. Era puro caos, e a luta livre prospera no caos.
**O Efeito Rodman: Mais do que apenas um show secundário**
O combate mais famoso de Rodman aconteceu no Bash at the Beach 1998, onde ele se juntou a Hogan novamente, desta vez contra Diamond Dallas Page e Karl Malone. Sim, *aquele* Karl Malone. Dois superastros da NBA, brigando em um ringue de luta livre. O pay-per-view supostamente arrecadou cerca de 400.000 compras, um número enorme para a WCW na época. Malone até acertou um Diamond Cutter decente. A coisa toda era surreal. Rodman estava essencialmente interpretando a si mesmo, a força rebelde, e funcionou. Ele não estava tentando ser Ric Flair; ele era apenas Dennis Rodman.
Sua carreira na luta livre foi curta, com apenas um punhado de combates entre 1997 e 1999. Ele lutou contra Hogan, Malone e Randy Savage. Ele nunca ganhou um campeonato, nunca fez uma promo que viverá na infâmia. Mas ele transcendeu o esporte. Ele era um outdoor ambulante e falante para a WCW durante seu auge. E, francamente, o argumento de que ele não merece porque não era um "lutador em tempo integral" é bobagem. O Hall of Fame não é apenas para generais do ringue; é para aqueles que tiveram um impacto significativo no negócio. Rodman fez exatamente isso. Ele pode não ter sido um mestre técnico, mas era um mestre showman, e é isso que a luta livre muitas vezes mais precisa.
Sua indução, sem dúvida, gerará debate. Mas, honestamente, é uma decisão óbvia. Rodman trouxe milhões de novos olhos para a WCW durante um período crucial. Ele era polarizador, imprevisível e totalmente cativante. Ele incorpora o ethos de "qualquer publicidade é boa publicidade" que definiu as Monday Night Wars. E, francamente, acho que sua indução abre as portas para outras figuras esportivas que fizeram um impacto breve, mas memorável. Eu não ficaria surpreso se víssemos alguém como Mike Tyson receber a ligação nos próximos cinco anos.