Ime Udoka teve uma noite difícil em Chicago. Seu Houston Rockets perdeu por 111-109 para os Bulls na quinta-feira, 21 de março, e Udoka foi expulso no terceiro quarto após receber duas faltas técnicas. Após o jogo, ele desabafou, chamando a arbitragem de "fraca" e alegando que sua equipe não estava recebendo as faltas. "Estamos jogando um basquete físico e eles estão marcando faltas bobas em nós", disse Udoka aos repórteres. "São faltas fracas."
Olha, eu entendo. Treinadores ficam emocionados. Perder dói, especialmente em um jogo apertado que poderia ter ido para qualquer lado. Mas sejamos realistas: culpar os árbitros por essa derrota é uma distração conveniente do que realmente está afligindo os Rockets. Eles tiveram um péssimo aproveitamento de 39,6% nos arremessos de quadra. Isso não é culpa dos árbitros. Jalen Green, apesar de seus lampejos de brilhantismo, acertou 8 de 24 arremessos. Fred VanVleet acertou 5 de 18. É difícil vencer muitos jogos da NBA quando sua dupla de armadores erra tanto.
A disparidade de faltas que Udoka reclamou? Houston realmente arremessou mais lances livres do que Chicago, 21 a 18. Os Bulls cometeram 21 faltas pessoais; os Rockets cometeram 20. Os números não gritam exatamente "alvo injusto". O que grita "problemático" é a incapacidade consistente dos Rockets de fechar jogos apertados. Eles estão com 34-36 na temporada, agarrando-se às esperanças de playoffs, mas perderam vários jogos que poderiam ter vencido na reta final. Aquele jogo contra os Bulls foi mais um exemplo.
**As Verdadeiras Faltas Ofensivas**
É o seguinte: a frustração de Udoka talvez fosse melhor direcionada para a tomada de decisões ofensivas de sua equipe. Com muita frequência, Houston se contenta com arremessos contestados no início do relógio de posse de bola. Quando eles atacam a cesta, muitas vezes são engolidos por defensores maiores e mais experientes. Sim, a arbitragem da NBA pode ser inconsistente – todo treinador da liga diria isso. Mas bons times superam essa inconsistência. Eles se ajustam. Eles encontram maneiras de pontuar mesmo quando o apito não está a seu favor.
Os Rockets, francamente, ainda não chegaram lá. Eles são jovens. A ausência de Sengun certamente prejudica seu fluxo ofensivo. Alperen Sengun, que tem médias de 21,1 pontos e 9,3 rebotes, está fora desde 10 de março com uma entorse no tornozelo. Isso é uma grande parte de seu ataque e criação de jogadas que se foi. Mas mesmo com ele, os Rockets às vezes parecem desarticulados no ataque, dependendo demais de heroísmos individuais em vez de um jogo de equipe fluido. A personalidade explosiva de Udoka geralmente é um ponto positivo, incutindo uma vantagem defensiva que a equipe não tinha. Mas canalizar esse fogo para reclamações de árbitros depois de um jogo como esse parece um pouco deslocado. Eles tinham uma vantagem de sete pontos com pouco mais de cinco minutos restantes no quarto período e a desperdiçaram. Isso não é culpa dos árbitros.
**Construir um Vencedor Exige Mais do que Reclamar**
Lembra-se daquele time dos Rockets da era James Harden? Eles muitas vezes sentiam que estavam lutando contra os árbitros tanto quanto contra o adversário. Isso se tornou parte de sua identidade, e nem sempre de uma boa maneira. Udoka precisa ter cuidado para não deixar isso se infiltrar neste jovem elenco. Desenvolver uma mentalidade vencedora significa assumir seus erros, não desviá-los. Significa focar na execução e na disciplina, especialmente nos momentos decisivos.
Minha opinião polêmica? O desabafo de Udoka, embora compreensível no calor do momento, estabelece um mau precedente. Ele ensina seus jovens jogadores que fatores externos são mais culpados do que as deficiências internas. Para realmente se tornar um candidato ao título, os Rockets precisam olhar para dentro, não para o apito dos árbitros. Eles terão outra chance contra os Bulls em 11 de abril. Prevejo que Udoka estará muito mais calmo à beira da quadra, focado apenas em conseguir uma vitória, independentemente de como os árbitros apitarem.