Olha, ninguém vai assistir Washington Wizards contra Utah Jazz na noite de segunda-feira esperando uma obra-prima. Não é Jordan contra Stockton no auge. São duas equipes, francamente, cumprindo tabela, e os Wizards estão fazendo isso com um nível quase cômico de consistência na coluna de derrotas. Eles perderam 16 jogos seguidos. Dezesseis. Isso é um quarto inteiro de uma temporada da NBA sem uma única vitória desde 22 de fevereiro.
A última vitória deles? Uma vitória apertada por 130-128 contra o Denver Nuggets, onde Kyle Kuzma marcou 37 pontos. Lembra disso? Parece que foi há uma década. Desde então, tem sido um desfile de decepções: uma derrota por 127-115 para os Lakers, uma goleada por 130-104 pelos Clippers, e até mesmo uma derrota para o pior time da liga, os Pistons, por 118-104 em 26 de março. É assim que a situação ficou ruim para Washington; eles não conseguem nem vencer os Pistons. Eles estão com 16-55, firmemente em 14º no Leste.
Os Jazz também não são exatamente um time imbatível. Eles estão com 21-51, também em 14º em sua conferência, o Oeste. Eles perderam nove jogos seguidos, incluindo uma derrota por 118-113 para os Spurs e uma goleada por 128-103 dos Rockets. Ambas as equipes estão essencialmente presas em posições de loteria, jogando por orgulho e, talvez, um vislumbre de desenvolvimento de seus jogadores mais jovens.
**A Frustração de Kuzma e a Temporada Enigmática de Poole**
Kyle Kuzma tem sido um retrato da frustração para os Wizards. Ele está com números decentes – 22,2 pontos, 6,6 rebotes, 4,2 assistências na temporada – mas muitas vezes é isolado, sem muita ajuda. Ele teve jogos como seus 31 pontos contra os Bucks em 19 de março, mas mesmo essas performances desaparecem na futilidade coletiva. É difícil culpá-lo por parecer exasperado.
Depois, há Jordan Poole. Washington abriu mão de muito, incluindo Chris Paul, para tirá-lo do Golden State no verão passado. Ele deveria ser um pontuador principal, um armador dinâmico. Em vez disso, ele tem sido extremamente ineficiente, arremessando 41,3% do campo e 31,2% de três pontos. Seus 17,1 pontos por jogo não contam toda a história de suas dificuldades. Houve lampejos, como seus 34 pontos contra os Celtics em 17 de março, mas são poucos e distantes entre si. A questão é: Poole não é um armador titular em um time vencedor, não agora. Ele é um pontuador de micro-ondas vindo do banco, e os Wizards tentaram transformá-lo em algo que ele não é.
Para os Jazz, tem sido uma história semelhante de experimentação juvenil. Keyonte George, o armador novato, mostrou lampejos, com média de 13,0 pontos e 4,5 assistências. Ele marcou 20 pontos e 10 assistências contra os Mavericks em 25 de março, dando aos fãs do Jazz algo para se agarrar. Lauri Markkanen, seu principal pontuador com 23,2 pontos por jogo, tem estado afastado, diminuindo ainda mais sua competitividade.
Este jogo, francamente, parece menos sobre quem vence e mais sobre qual equipe consegue parecer menos inepta. Os Wizards aperfeiçoaram a arte de perder. Eles geralmente ficam por perto por um ou dois quartos, às vezes até três, antes de desmoronar. Eles estão cedendo 123,3 pontos por jogo, o último lugar na liga. Os Jazz não são muito melhores defensivamente, permitindo 120,5 pontos. Será uma política de portas abertas em ambas as extremidades.
Minha aposta? Os Wizards encontrarão uma maneira de estender essa sequência para 17. Eles estão muito confortáveis em sua miséria agora.